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Você já deve ter ouvido falar em conjuntivite e pode até já ter tido com esta doença, caracterizada principalmente pela sensação de estar com areia nos olhos, pálpebras inchadas, vermelhidão e secreção.

O assunto merece nossa atenção, tendo em vista principalmente a alta nos registros de casos de conjuntivite no início de 2018. Somente na capital paulista, entre janeiro e abril deste ano houve 327 casos. No mesmo período de 2017 foram apenas 82. Em tempos de baixa umidade do ar, a atenção deve ser redobrada para não deixar nosso organismo suscetível a infecções.

Mas afinal, como ocorre a conjuntivite? A doença, que pode aparecer em três tipos diferentes, é a inflamação da conjuntiva – uma membrana que reveste a parte frontal do globo ocular e o interior das pálpebras.

A conjuntivite alérgica é provocada por diversos agentes, dentre eles o ácaro, pólen de plantas e medicações. Já a viral e a bacteriana em geral são contraídas por meio do contrato com as mãos, secreção ou objetos contaminados. Por isso, uma dica importante é sempre manter as mãos e o rosto higienizados com frequência e evitar coçar os olhos. Quando você coça os olhos leva o microorganismo que provoca a conjuntivite até seus olhos e se as defesas do seu corpo não forem suficientes você poderá contrair a doença.

Mesmo se com todas as recomendações você sentir alguns dos sintomas, nada de pânico, mas também não faça uso de medicamentos por conta própria. O ideal é manter a higienização das mãos e do rosto, utilizar compressas frias ou geladas com soro fisiológico para alívio da coceira e vermelhidão. Em alguns casos, é necessário o uso de colírios específicos, mas somente seu oftalmologista poderá recomendar aquele que será necessário pra você.

É muito importante você separar roupas e objetos de uso pessoal, evitar lugares públicos, piscinas ou saunas até que o quadro se resolva. Muitas vezes é necessário afastamento do trabalho por alguns dias (por tempo determinado pelo seu medico até que a infecção deixe de ser transmissível). Essas medidas visam evitar que você passe a doença pra outras pessoas e para seus familiares. Neste “isolamento” é importante investir em medidas preventivas de higienização, até para que a conjuntivite de um olho não passe pro outro, fazendo com que o período de afastamento se torne maior.

A conjuntivite infecciosa dura em geral de 7 a 10 dias, mas alguns casos podem demorar meses para melhorar ou deixar seqüelas importantes na visão.

A conjuntivite é uma doença muito comum. Mas vale o alerta principalmente pela sua alta incidência nos períodos de calor e baixa umidade do ar. Lave as mãos com freqüência, higienize-as com álcool gel, evite coçar os olhos e caso necessário, consulte sempre um oftalmologista de sua confiança.